nassif

10/01/2010 – 07:48

O negativismo da mídia

Por Cidadão

Nassif, em artigo de hoje na Folha, o empresário Emílio Odebrecht, ressalta como a imprensa reforça o complexo brasileiro de vira-lata ao dizer “Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si.”

A IMPRENSA E O NOVO BRASIL

Emílio Odebrecht

Folha -10.1.10

NO FINAL do ano passado, a revista “The Economist” brindou-nos com uma matéria de capa cujo título era: “O Brasil decola”. A reportagem chama nosso país de maior história de sucesso da América Latina. Lembra que fomos os últimos a entrar na crise de 2008 e os primeiros a sair e especula que possamos nos tornar a quinta potência econômica do globo dentro de 15 anos.

Não é apenas a revista inglesa que vem falando dos avanços aqui obtidos nos campos institucional, social e econômico nas últimas décadas. Somos hoje referência no mundo e um exemplo para os países em desenvolvimento, vistos como uma boa-nova que surge abaixo da linha do Equador.

Diante disto, me pergunto se a imprensa brasileira está em sintonia com a mundial -que aponta nossos defeitos, mas reconhece nossos méritos.

Tal dúvida me surge porque há um Brasil que dá certo e que aparece pouco nos meios de comunicação. Aparentemente, o destaque é sempre dado ao escândalo do dia.

Isso deixa a sensação de que não estamos conseguindo explicar aos brasileiros o que a imprensa internacional tem explicado aos europeus, norte-americanos e asiáticos.

Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si.

Se as coisas por aqui caminham para um futuro mais promissor, é porque, em vários âmbitos, estamos fazendo o que é o certo.

Para líderes políticos, empresariais e sociais dos países que precisam encontrar o caminho do progresso, conhecer nossas experiências bem sucedidas pode ser o que buscam para desatar os nós que ainda os prendem na pobreza e no subdesenvolvimento.

O fato é que, ficando nos estreitos limites do senso comum, a sensação é de que a imprensa, de uma forma geral, considera o que é bem feito uma obrigação -não merecedor, portanto, de ocupar espaços editoriais, porque o que está no plano da normalidade não atrairia os leitores.

Ocorre que o que acontece aqui, hoje, repercute onde antes não imaginávamos. Por outro lado, há uma mudança cultural em curso na sociedade brasileira e a imprensa tem um papel preponderante nesse processo.

O protagonismo internacional do Brasil e nossa capacidade de criar novos paradigmas impõem que a boa notícia seja tão realçada quanto são os fatos que apontam para a necessidade absoluta de uma depuração de costumes que ainda persistem em nossas instituições.

Comentário

Repito o que venho afirmando a tempos: a velha mídia – nessa fase rocambolesca – está se afastando não apenas do leitor médio e dos movimentos sociais, mas também da classe empresarial. O único setor contemplado é o mercado financeiro, que usa a mídia mas não a leva a sério. Não se encontra, hoje em dia, um porta-voz sério do mercado que acredite na velha mídia.

Autor: luisnassif – Categoria(s): Mídia

“O único setor contemplado é o mercado financeiro, que usa a mídia mas não a leva a sério.” Engraçado, eu achava que os boriscasoy faziam a oposição por afinidade ideológica com a elite paulistana e interesses mercantis. Eu acho que estou lendo muito PauloHenriqueAmorim e pouco Nassif, hehehe

Publicado no Nassif, mas como ele censura alguns comentários meus, guardo aqui pra não perder, porque ler ninguém lê mesmo, rs

Coment pro nassif

Ô Nassif, eu estou postando os meus comentários aqui e no meu blog também, porque estão sendo censurados. Sempre sou crítico e não me lembro da última vez que concordei com vc, mas sem ofensas, hoje mesmo já tem palpite meu por aí. A culpa é do Hal, saia justa não é minha praia, é um saco neguin pegar no contrapé ou concordar com essa pentelhada é o fim da picada?

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