A Nova Oposição

21/02/2010 – 12:20

A nova oposição

Por Sara

Não vai sobrar nada.

O Aécio vai perceber q não adianta remar em canoa furada e vai se unir ao partido do Ciro.

Aí vai ser a vez do PSB em 2014.

Comentário

Pode ser sim. Aliás, o melhor palpite que vi até agora e que bate com a análise de Sarney, de que a nova oposição sairá do ventre do lulismo.

Por Marcos Doniseti

Nassif, será que, assim, veremos nascer no Brasil, a partir de 2011 um novo bloco político, que seria o ‘Neo-Lulismo’, e que será comandado por líderes como Aécio, Ciro e Eduardo Campos?

Daí, a oposição radicalizada de DEM/PSDB/PPS e da ‘Velha Mídia’ definhariam rapidamente, se esvaziando política e eleitoralmente.

Bem, escrevi um comentário um pouco mais extenso a este respeito, e que é o seguinte:

Realmente, com a derrocada do DEM e do PSDB, devido à mais do que certa derrota da candidatura tucana de José Serra na próxima eleição presidencial, os radicais que dominaram os dois partidos mais virulentos de oposição ao governo Lula, PSDB/DEM, tenderão a passar por um processo de esvaziamento político e eleitoral nos próximos anos.

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Autor: luisnassif – Categoria(s): PolíticaSem categoria

Eles ficarão restritos a guetos radicalizados e extremistas de uma Direita troglodita e reacionária e que nada tem a propor ao país que já não fizeram quando estavam no poder. Tais grupos políticos são bem representados por lideranças como FHC, Serra, Artur Virgílio, Agripino Maia, entre outros, e também pela ‘Velha Mídia’ (com os 4 Cavaleiros do Apocalipse, representados pela ‘Folha’, ‘Veja’, ‘Globo’ e Estadão).

Isso abre espaço para uma ‘nova oposição’ a um provável governo Dilma? Com certeza.

Assim, é possível ver Aécio aderindo ao PSB depois desta eleição presidencial? Sem dúvida alguma. E o fato de que o PSB é um partido da base de sustentação do governo Lula ajudaria a que esta ‘nova oposição’ não se apresentasse como oposição de fato.

Ela seria, na prática, uma ala mais conservadora e moderada da base de sustentação do projeto político do ‘lulismo’, que terá continuidade, entre 2011/2014, com o governo de Dilma.

Mas, não podemos esquecer que sempre existirá a possibilidade (mesmo que negada hoje e por motivos mais do que óbvios) de que Lula volte a se candidatar em 2014.

E daí, já era para a Aécio, Ciro e para a ‘nova oposição’ de características ‘neolulistas’.

Hoje, o fato é que ninguém ganha de Lula no Brasil em qualquer disputa eleitoral. Isso vale para o momento atual e também para enquanto Lula viver.

Particularmente, estou convencido de que QUALQUER OPOSIÇÃO ao atual governo Lula e a tudo o que ele representa (em termos de avanços econômicos, sociais e políticos) estará condenada à derrota.

Entendo que o governo Lula estabeleceu novos paradigmas em termos de políticas públicas no país, tal como Vargas também o fez em sua época.

Não é à toa que Lula, aliás, já é tão comparado com Vargas, tanto em termos de popularidade como em termos de importância histórica para o país. Mas, este é um debate longo e que provavelmente jamais terminará e não é este o meu objetivo neste texto.

Entendo que o governo Lula implementou um novo projeto de inclusão social e política, e que aprofundou o projeto anterior, que vigorou antes (entre 1930-1964) e que foi o de Vargas/Jango/PTB, tendo o PSD (o PMDB da época) como aliado preferencial.

Tal projeto, ‘Varguista/Petebista’ (também chamado de Nacional-Desenvolvimentista) ou Nacional-Estatista), que foi derrubado pelo Golpe Civil-Militar de 1964 e que acabou desarticulado e fortemente reprimido pela Ditadura Militar, desfrutou de uma maioria eleitoral folgada no período de 1945/1964.

A UDN, e todas as forças políticas identificadas como sendo de OPOSIÇÃO à Vargas e ao seu legado, eram sempre fragorosamente derrotadas nas eleições pela aliança PTB/PSD.

Getúlio Vargas foi o responsável pela criação deste dois partidos, o PSD e o PTB, e enquanto eles estiveram unidos, foram imbatíveis, com a única exceção do fenômeno Jânio Quadros em 1960.

Mas, mesmo Jânio (espertamente, aliás) evitou de aparecer, publicamente, como adversário da herança e do legado Varguista e, como exemplo disso, ele até mandou criar inúmeros comitês eleitorais ‘Jan-Jan’ (Jânio/Jango) na eleição presidencial de 1960.

Desta maneira, Jânio neutralizou totalmente qualquer idéia de que pudesse ser visto como inimigo ou adversário político da herança Varguista. Na verdade, Jânio se utilizou desta herança para poder se eleger Presidente em 1960. E isso deu certo.

Mas, o governador Aécio, me parece, não tem, nem de longe, as características carismáticas de um Jânio Quadros. E a sua presença num partido político, o PSDB, tão identificado como sendo de oposição radical ao governo Lula o impede, na prática, de se apresentar como um líder ‘pós-Lula’ e, muito menos como um ‘neo-lulista’. pelo menos neste momento

E caso Aécio entrasse para o PSB, ele enfrentaria outra série de problemas.

Primeiro: Falta a um partido como o PSB a penetração e a estrutura nacional de um PMDB (aliado petista de primeira hora neste momento) com seus milhares de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores.

Segundo: Aécio teria que, para viabilizar uma futura candidatura presidencial vitoriosa, atrair forças e lideranças políticas de outros partidos (do PMDB, PDT, PP, PTB, PR, entre outros) e que, hoje, são aliados da aliança PT/PMDB.

E como Dilma já deixou claro que irá manter o governo de coalizão montado por Lula (que é apoiado por 14 partidos), Aécio ficará na dependência de um eventual fracasso do governo desta para atrair tais partidos e lideranças para o seu bloco político.

E este não poderia, sob hipótese alguma (caso queira ser vitorioso, como é óbvio que tentará ser) se apresentar, perante a população, como sendo de oposição ao governo e ao projeto de Lula e Dilma.

Aécio, Ciro, o PSB e seus eventuais futuros aliados teriam que se apresentar, obrigatoriamente, como sendo ‘neo-lulistas’.

Com todas estas dificuldades e obstáculos, não seria fácil para que este novo bloco político ‘neo-lulista’ se viabilizasse como alternativa real de poder a partir de 2014. Tal possibilidade dependeria de um eventual e gigantesco fracasso do governo Dilma, de uma crise de proporções devastadoras que o governo Dilma não conseguisse combater de forma eficiente ou, até, da morte de Lula.

Ou ainda, teria que surgir algum novo fenômeno político-eleitoral no país, tal como ocorreu com Jânio Quadros ou Fernando Collor, e que o mesmo não fosse encarado pela população como um inimigo do projeto ‘lulista’. Mas, o fato concreto é que Aécio não têm o perfil de Jânio Quadros e sequer de um Collor.

Logo, da mesma maneira que a aliança PTB/PSD dominou politicamente o Brasil entre 1945/1964, a aliança entre PT/PMDB tem tudo para restabelecer esse mesmo tipo de hegemonia política-eleitoral no país nas próximas décadas.

Daí, somente em circunstâncias muito excepcionais (como as que citei acima) é que teríamos a possibilidade de ver a aliança PT/PMDB derrotada em alguma eleição presidencial.

Acredito, assim, que somente em circunstâncias históricas incomuns é que uma aliança política de menor envergadura (como a de Aécio com o PSB) poderia crescer e se viabilizar política e eleitoralmente.

Portanto, cada vez mais estou convencido de que, tal como André Singer observou em seu estudo ‘As raízes sociais e ideológicas do lulismo’, é muito provável que o ‘lulismo’ e as forças políticas que o sustentam (principalmente o PT e o PMDB e também forças de centro-esquerda como o PDT e o PC do B) consigam dominar políticamente o Brasil por várias décadas consecutivas.

Logo, as próximas décadas prometem ser tétricas e sombrias para as forças políticas e sociais que se opõe ao legado de Lula e é bem possível que a ‘oposição’ ao governo de Dilma e ao projeto ‘lulista’ tenha que vir a se apresentar com roupagens ‘neo-lulistas’ para poder se viabilizar política e eleitoralmente.

Autor: luisnassif – Categoria(s): PolíticaSem categoria

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