Roubini déficit brasileiro

Do Estadão

Consultoria de Roubini faz alerta sobre déficit brasileiro

Roubini Global prevê que déficit em conta corrente vai dobrar este ano

Patrícia Campos Mello

CORRESPONDENTE

WASHINGTON

O déficit em conta corrente do Brasil vai dobrar em 2010, deixando o País muito mais vulnerável às condições de financiamento externo. Essa é a previsão da consultoria Roubini Global Economics (RGE), do economista Nouriel Roubini, um dos poucos que previram a crise financeira mundial.

Bertrand Delgado, economista da RGE responsável pela América Latina, prevê que o déficit vai passar do 1,55% atual para 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim deste ano. “Não teremos risco de problema de balanço de pagamentos, mas a economia brasileira vai ficar muito mais sensível às condições de financiamento externo e ao apetite por risco global”, disse ele ao Estado, em teleconferência com investidores.

O déficit em conta corrente vai se ampliar porque a demanda doméstica vai se recuperar bem mais rápido do que a externa e, por isso, haverá maior crescimento das importações do que das exportações. Segundo a RGE, o Brasil vai crescer 5,3% em 2010, bem acima de seu potencial, estimado em 3,5% a 4%. O crescimento será estimulado pela política macroeconômica “frouxa” do ano eleitoral.

Segundo Delgado, o investimento estrangeiro direto (IED) não será suficiente para financiar o déficit em conta corrente e o País dependerá de investimentos externos. “Estamos preocupados com essa situação porque ela expõe o País às condições externas de financiamento mais do que o Brasil deveria ser exposto.”

A RGE estima que o real esteja sobrevalorizado em 30% e deverá fechar o ano cotado em cerca de R$ 1,75 por dólar. “Não mais acreditamos que vá se valorizar e chegar a R$ 1,65 ou US$ 1,60.”

As economias da América Latina continuarão crescendo muito mais do que os países avançados, o que deve manter o fluxo de investimentos para essas nações. A América Latina deve crescer4,3%, ainda abaixo de tendências históricas, mas bem melhor do que nos últimos anos (a Ásia, excluído o Japão, vai crescer 7,7%).

Já as economias avançadas vão crescer 1,8%, após encolherem 3,5% em 2009. O crescimento será tímido porque o mercado de trabalho ainda não se recuperou.

Os grandes receptores de fluxos de capital direto e em carteira serão os países com maior diferencial de crescimento e fundamentos macroeconômicos sólidos ? Brasil, México, Colômbia, Peru e Chile. Argentina e Venezuela são as exceções na região, diz a consultoria.

Comentário indo pra vala comum no Nassif e publicado no  aqui:
Crescimento potencial de 3,5% a 4% ? Isto é armação, não existe comprovação, é puro chute pra amarrar a economia e tem gente aqui dentro que acredita, tipo Meirelles, só que o discurso é outro, a “perspectiva” de inflação, ditada pelo “mercado” é que engessa a economia via Selic.

Comentário indo pra vala comum e publicado no  meu blog: http://www.dukrai.wordpress.com
Crescimento potencial de 3,5% a 4% ? Isto é armação, não existe comprovação, é puro chute pra amarrar a economia e tem gente aqui dentro que acredita, tipo Meirelles, só que o discurso é outro, a “perspectiva” de inflação, ditada pelo “mercado” é que engessa a economia via Selic.

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