O prazer das drogas

copiado do palpiteiro Fábio Passos do Viomundo

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/john-ross-o-que-os-estados-unidos-querem-do-mexico.html

http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/sexo.pdf

A assimilação do prazer ao sexo é, então, ultrapassada.

– É exatamente isso. A possibilidade de utilizar nossos corpos como uma fonte
possível de uma multiplicidade de prazeres é muito importante. Se consideramos, por
exemplo, a construção tradicional do prazer, constata-se que os prazeres físicos, ou os
prazeres da carne, são sempre a bebida, a comida e o sexo. É ai que se limita, me parece,
nossa compreensão dos corpos, dos prazeres. O que me frustra, por exemplo, que se
considere sempre o problema das drogas exclusivamente em termos de liberdade ou de
proibição. Penso que as drogas deveriam tornar-se elemento de nossa cultura.
– Enquanto fonte de prazer?
– Enquanto fonte de prazer. Devemos estudar as drogas. Devemos experimentar as
drogas. Devemos fabricas boas drogas – capazes de produzir um prazer muito intenso. O
puritanismo, que coloca o problema das drogas – um puritanismo que implica o que se deve
estar contra ou a favor – é uma atitude errônea. As drogas já fazem parte de nossa cultura.
1 Rubin, Gayle. “The Leather Menace: Comments on Politics and S/M”, in Samois (ed.), Coming to Power.
Writings and Graphics on Lesbian S/M., Berkeley, 1981, p. 195.
Michel Foucault Sexo, poder e a política da identidade
espaço michel foucault – http://www.filoesco.unb.br/foucault
4
Da mesma forma que há boa música e má música, há boas e más drogas. E então, da
mesma forma que não podemos dizer somos “contra” a música, não podemos dizer que
somos “contra” as drogas.
– O objetivo é testar o prazer e suas possibilidades.
– Sim. O prazer também deve fazer parte de nossa cultura. É muito interessante
notar, por exemplo, que depois de séculos as pessoas em geral – mas também os médicos,
os psiquiatras e mesmo os movimentos de liberação – têm sempre falado do desejo e nunca
do prazer. “Nós devemos liberar o nosso desejo”, dizem eles. Não! Devemos criar prazeres
novos. Então, pode ser que o desejo surja.

A assimilação do prazer ao sexo é, então, ultrapassada.- É exatamente isso. A possibilidade de utilizar nossos corpos como uma fontepossível de uma multiplicidade de prazeres é muito importante. Se consideramos, porexemplo, a construção tradicional do prazer, constata-se que os prazeres físicos, ou osprazeres da carne, são sempre a bebida, a comida e o sexo. É ai que se limita, me parece,nossa compreensão dos corpos, dos prazeres. O que me frustra, por exemplo, que seconsidere sempre o problema das drogas exclusivamente em termos de liberdade ou deproibição. Penso que as drogas deveriam tornar-se elemento de nossa cultura.- Enquanto fonte de prazer?- Enquanto fonte de prazer. Devemos estudar as drogas. Devemos experimentar asdrogas. Devemos fabricas boas drogas – capazes de produzir um prazer muito intenso. Opuritanismo, que coloca o problema das drogas – um puritanismo que implica o que se deveestar contra ou a favor – é uma atitude errônea. As drogas já fazem parte de nossa cultura.1 Rubin, Gayle. “The Leather Menace: Comments on Politics and S/M”, in Samois (ed.), Coming to Power.Writings and Graphics on Lesbian S/M., Berkeley, 1981, p. 195.Michel Foucault Sexo, poder e a política da identidadeespaço michel foucault – http://www.filoesco.unb.br/foucault4Da mesma forma que há boa música e má música, há boas e más drogas. E então, damesma forma que não podemos dizer somos “contra” a música, não podemos dizer quesomos “contra” as drogas.- O objetivo é testar o prazer e suas possibilidades.- Sim. O prazer também deve fazer parte de nossa cultura. É muito interessantenotar, por exemplo, que depois de séculos as pessoas em geral – mas também os médicos,os psiquiatras e mesmo os movimentos de liberação – têm sempre falado do desejo e nuncado prazer. “Nós devemos liberar o nosso desejo”, dizem eles. Não! Devemos criar prazeresnovos. Então, pode ser que o desejo surja.

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Uma resposta to “O prazer das drogas”

  1. dukrai Says:

    tinha de dar no sub-título, a entrevista é com o Foucault, não é minha praia mas é simples e direto.

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