O estelionato eleitoral de Aécio Neves

os tucanos mineiros, e de qualquer lugar, embarcaram na canoa do xóqui di jestão pela única razão rs de atenderem o espírito da despolitização da ação governamental e da tecnocracia asséptica da massa cheirosa, através do conluio de interesses privados, do clientelismo político e da blindagem da mídia.

Anastasia, clone de Aécio Neves e candidato ao governo de Minas, é a síntese perfeita dessa ação política deletéria e antipopular da permanência no poder estadual de uma fração partidária, entranhada do conservadorismo dos grotões da província. Esses feudos políticos estão sendo paulatinamente desmontados pelas contradições de interesses do grupo decisório e da sua desagregação tem resultado composições eleitorais locais exdrúxulas, como Lulécio (Lula/Aécio), DilmAsia (Dilma/Anastasia), Pimentécio (Pimentel e Aécio) e Helécio (Hélio Costa/Aécio).

Este último golpe eleitoral, o Helécio, é extremamente significativo porque indica que a desagregação do modelo de dominação política, antes restrita às bases, se espalha agora até às instâncias superiores da cúpula partidária. Foi armado por Clésio Andrade, presidente do PSDB mineiro, que criou um comitê kkkkkk suprapartidário para eleger Hélio Costa, do PMDB/PT, sugando as forças eleitorais do cacique político Aécio, já eleito senador com 60%/70% dos votos.

O Helécio é fruto do bico extremamente longo, autoritário e monopolista do tucano Aécio e a sua troupe do Palácio da Liberdade, capitaneada pela irmã Andréa, que ocuparam todos os espaços político-administrativos do estado nesses oito anos de governo, lançando mão de subalternos tecnocratas travestidos de políticos sem expressão, como Márcio Lacerda e Anastasia, como extensão do seu poder.

Esse rígido controle do estado por essa facção sofre o seu primeiro enfrentamento, pelo oportunista ex-vice governador no primeiro mandato de Aécio, Clésio Andrade, o homem da grana e presidente da Confederação Nacional de Transportes, suplente do octogenário senador Eliseu Rezende, com mandado até 2014 e duro que nem um coco. O oportunismo de Clésio Andrade aproveita um momento de fragilidade da candidatura de Anastasia, que não consegue diminuir a diferença de 20% que o separa de Hélio Costa e Patrus, ofuscado que é pelo brilho do patrão, e que brilho!

A singela cara de pau do rodoviário Clésio Andrade, de usar o nome e o cacife eleitoral de Aécio para apoiar Hélio Costa, adversário do clone Anastasia, é a réplica do Lulécio e Dilmasia, estelionatos eleitorais do playboy das alterosas Neves Neto, que confunde o eleitor e pega uma carona no sucesso do Lula na sua reeleição a governador, tenta emplacar o seu clone e permanecer no poder do governo de Minas.

O racha no PSDB mineiro coloca Aécio e seu clone, Anastasia, do lado da oposição a Lula/Dilma, e do outro, aliado do governo, Clésio Andrade, apoiador de Hélio Costa e Patrus Ananias, desmascarando o marquetingue engana-trouxa que vende o cinquentão Aécio como um rapaz jovial, simpático, amigo e pró-Lula.

Seguindo a máxima, “quem com ferro fere, com ferro será ferido”, o tucaninho Neves neto está sendo depenado sem dar um pio, de pés e asas amarradas, vendo o seu sonho de ser o herdeiro do espólio tucano-liberal virar pó, visto que precisa conjugar a sua eleição no Senado com a continuidade do controle da máquina do estado, e a derrota do seu candidato posteAsia o deixa manco numa perna só que nem garça no brejo.

A bem sucedida operação PT-PSDB, Pimentécio, a cooptação de Pimentel, ex-prefeito do PT e dono do comitê partidário do partido, para eleger o prefeito de BH Márcio Lacerda, ex-secretário de Aécio, já faz água. Aécio, franco favorito ao senado, apóia Itamar Franga, deixando o Pimentel com a terceira vaga de fora no sereno do Senado. Pimentel perdeu a coordenação da campanha da Dilma no estado, cargo para o qual já tinha sido nomeado pelo Estrago de Minas e assumiu Patrus, candidato a vice-governador e patrono da aliança PT-PMDB.

Clésio Andrade surge quase como uma tiração de sarro na cara de Aécio, usa do seu próprio veneno para imobilizá-lo e pretende desempenhar o mesmo papel, de tucano amiguinho do poderoso de plantão. Tem sempre umas beiradas pra esses tipos aqui em Minas.

Quanto ao futuro, o nome do rapaz traz uma esperança, Aócio Never.

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